Energia solar de próxima geração – Painéis solares orgânicos

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“Estacionar o carro já é uma dor de cabeça para muitos. Imagine acrescentar a isso a necessidade de carregar esse veículo por um tempo considerável, já que ele é movido a energia elétrica. Pensando nisso, a CSEM Brasil, em parceria com a multinacional de energia AES, desenvolveu uma solução prática e extremamente sustentável: o projeto Carport. A ideia é que o produto seja facilmente integrável às cidades, utilizando energia solar de baixo custo e com a menor pegada de carbono possível.

Estima-se que, em 2025, os automóveis elétricos representem 15% do mercado mundial – dado três vezes maior do que as previsões de crescimento anteriores. O salto seria grande: hoje os carros elétricos são apenas 0,86% do mercado. No entanto, essa tendência vai na onda de uma necessidade: não há outro futuro possível, a não ser o sustentável.”

“Estacionamentos solares já existem hoje (veja aqui), mas com a tecnologia dos painéis tradicionais. Agora, a inovação dos painéis solares orgânicos (OPV – Organic Photovoltaic), desenvolvidos pelo CSEM Brasil e levados ao mercado pela spin-off Sunew, trazem mais praticidade, menor custo e mais possibilidades de design. Como as tecnologias tradicionais possuem um material muito pesado – cerca de 20kg por m² – a estrutura de um estacionamento com painéis tradicionais precisa ser muito mais robusta, aumentando os custos de produção, e instalação e dificultando sua popularização.

Já o OPV pesa apenas 400g/m², além de ser flexível e transparente, abrindo espaço para um design futurista e atrativo. Tudo isso com uma produção que utiliza materiais orgânicos a baixas temperaturas, o que caracteriza os painéis de OPV como a energia solar com menor impacto ambiental existente.”

“Um Carport vai gerar energia com muito mais facilidade de instalação. Nosso target é um estacionamento futurístico, barato e prático – que você poderia comprar, por exemplo, na Leroy Merlin, levar para a casa e instalar onde desejasse”, esclarece Vilaça.

Fonte: Ciclo Vivo
 

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15.ª edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho, “CIÊNCIA NA ESCOLA” – Entrega de Diplomas de Mérito (2.ª fase) – Agrup. Escolas de Estarreja

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O Agrupamento de Escolas de Estarreja, no dia 16 de janeiro, teve a honra de participar na cerimónia de entrega dos DIPLOMAS DE MÉRITO aos professores coordenadores de 4 projetos selecionados pelo Júri Regional, zona centro, bem como do prémio de participação, destinado a apoiar o desenvolvimento dos projetos (2.ª fase), no âmbito da 15.ª edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho:

  • “A jogar também se aprende!” – 300,00€ (1.º ciclo, 2.º escalão);
  • DIGITAL LOCKER – “Sistema de Reconhecimento Biométrico” – 500,00€ (3.º ciclo, 4.º escalão);
  • “INTELLIGENT COOLCAR” – A aposta na humanização ecossustentável – 500,00€ (Ensino Secundário, 5.º escalão);
  • “JOYBIKE e TRIREK” – A mobilidade como fator de inclusão e instrumento de humanização – 500,00€ – (Ensino Secundário, 5.º escalão).

A cerimónia teve lugar na Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, cuja distinção foi entregue pelo Sr. Eng.ro Ilídio Pinho, contando também com a presença da Dr.ª Cristina Oliveira, delegada regional de Educação do Centro, da Dr.ª Maria José Nogueira, anfitriã da cerimónia e diretora da Escola Artística e do Dr. António Proença em representação da coordenação nacional do prémio “Ciência na Escola”.

Este prémio visa motivar todos os alunos, da Educação Pré-Escolar, dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, das diferentes vias de educação e formação, para o desenvolvimento de competências, aptidões e métodos de investigação no domínio da Ciência e  da Tecnologia, tendo como principal objetivo, a criação de uma cultura científica nas escolas que permita o desenvolvimento de projetos que sejam estruturantes do ponto de vista do perfil do aluno, ligando este perfil de saída da escolaridade obrigatória, à realidade social e empresarial.

A nível nacional foram submetidos a concurso 1250 projetos provenientes de quase 400 escolas, tendo sido selecionados pelo Júri Regional, 590 projetos para a fase de desenvolvimento, dos quais 247 da Região Centro.

Nesta cerimónia, o nosso agrupamento ao ser convidado para efetuar uma apresentação pública do Projeto COLTEC, premiado com menção honrosa na edição anterior, deixa uma marca importante de profissionalismo, pelo produto apresentado (colete tecnológico), alicerçado nas interligações do conhecimento científico e inovação tecnológica. Orgulha-se de ser neste momento, um Agrupamento de referência, com uma imagem de qualidade que se vai consolidando ano após ano.

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TOP CAMPUS NATAL

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O TOP CAMPUS NATAL está inserido numa estratégia de formação e educação para o empreendedorismo jovem, mais vasta, denominada de “Youth Inclusive Entrepreneurship Lab”, financiada pelo programa Erasmus+ Juventude em Ação, projeto europeu, desenvolvido pelos Municípios de Estarreja e de Vagos.  Este é um dos primeiros programas de empreendedorismo de base regional e que pretende colocar a cidade de Estarreja como referência do empreendedorismo jovem em Portugal.

Este projeto conta com a parceria-chave do Agrupamento de Escolas de Estarreja e do seu Núcleo/Clube de Empreendedorismo da Escola Secundária de Estarreja, proporcionando nesta edição, dois dias de intensa formação, 19 e 20 de dezembro, a 15 dos nossos jovens alunos, selecionados dos 10.º e 11.º anos do ensino profissional, a possibilidade de participarem neste programa. Este laboratório de formação empreendedora, encontra-se alicerçado no desenvolvimento e enriquecimento de competências e de comportamentos de inovação, de autonomia e de criatividade, na criação de ideias, na avaliação de oportunidades, na assunção de riscos e na concretização de iniciativas diferenciadas e de sucesso.

O facto de o evento ter tido lugar na Pousada da Juventude de Viseu, num ambiente informal e acolhedor, constitui-se num estimulante espaço de trabalho com recurso a dinâmicas intergrupos com base em pressupostos de empowerment para empreendedores.

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ECONOMIA CIRCULAR – Sessão Informativa | SEMA

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No dia 28 de novembro, no Centro de Negócios do Eco Parque Empresarial de Estarreja, duas turmas do 12.º Ano da Escola Secundária de Estarreja, Técnico de Gestão e Técnico de Produção em Metalomecânica, participaram numa Sessão Informativa sobre uma nova forma de se pensar a utilização dos recursos naturais, “Economia Circular”, nas áreas da Química e da Metalomecânica, cujo evento foi uma iniciativa da SEMA, Associação Empresarial Sever do Vouga, Estarreja, Murtosa e Albergaria-a-Velha.

Com base numa profunda experiência profissional, alicerçada por formação académica em diversas áreas do Ambiente e Recursos Naturais, o Prof. Dr. Carlos Borrego, primeiro orador e numa abordagem cativante, reforça a importância da transição de uma economia linear para uma economia circular, ao ser prossecutor de abordagens inovadoras, que se traduzem na necessidade de serem desenvolvidas novas eficiências e reciclabilidade dos resíduos. A economia mundial tem sido construída, desde os primórdios da industrialização, com base num modelo linear de consumo de recursos que segue um padrão “extrair-produzir- consumir- deitar fora”, que se encontra nos dias de hoje sob ameaça devido à forma e velocidade insustentável como são usados os recursos naturais, cada vez mais escassos.

Senão, vejamos os dados divulgados:                                  

– “Na UE, cada pessoa consome atualmente 16 toneladas de materiais por ano, das quais 6 toneladas são desperdiçadas, acabando metade nos aterros. – Em 2014, só em Portugal cada habitante produziu 425 kg de lixo (mais 2,5% do que em 2013). – Na Europa, 31% dos alimentos são desperdiçados ao longo da cadeia de valor. – Um carro europeu está estacionado em média 92%.  – Um escritório é usado apenas 35% a 50% do tempo, mesmo durante o horário de trabalho. – Nas indústrias do aço, plástico e papel perdem-se entre 30 a 75% do valor dos materiais no 1.º ciclo produtivo. – A União Europeia importa 6 vezes mais materiais e recursos naturais do que exporta. Em média, a Europa usa os materiais apenas uma vez.  Se continuarmos a utilizar os recursos ao ritmo atual, em 2050 teremos necessidade, em termos agregados, do equivalente a mais de dois planetas para nos mantermos.”

Uma realidade preocupante que não deixou ninguém indiferente!

Segundo o mesmo orador, não basta reciclar! A economia circular vai muito além da reciclagem, algo muito mais ambicioso como PREVENIR, REUTILIZAR, RESTAURAR, REGENERAR, promovendo a mobilização geral rumo a um novo estilo de vida, que respeite os limites impostos pelo planeta Terra.  Os resíduos deixam de ser um fim em si mesmos e tornam-se reutilizáveis. Em 2020 os resíduos terão que ser geridos como um recurso. O final de vida de um produto poderá ditar o início de outro. São estes os princípios que norteiam a economia circular.

Como avaliação da atividade, destaca-se o facto de ter sido do agrado de todos os alunos e professores participantes, pela atualidade e importância da informação/formação de uma consciência esclarecida, atenta e orientada para a prossecução dos objetivos do desenvolvimento sustentável e da ECONOMIA CIRCULAR.

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Blogue da biblioteca da Escola Secundária de Estarreja

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O blogue da biblioteca da Escola Secundária de Estarreja, CAMÕES & COMPANHIA, na hiperligação http://bibliotecaes3.blogspot.pt/ .

Esta plataforma renasce pela mão do professor bibliotecário Carlos Peixoto (outubro de 2017) e pretende ser um espaço de aproximação da comunidade escolar com a sua biblioteca. Um meio rápido e dinâmico de comunicação baseado na partilha de informações, de notícias, de novidades, de atividades culturais, na atualização de conhecimentos e na discussão/expressão de opinião.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ESTARREJA em destaque no jornal “O Concelho de Estarreja” – 2.ª parte dos textos narrativos dos alunos

Trabalhos que garantem uma aprendizagem significativa para os alunos do Agrupamento de Escolas de Estarreja.

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Sidra eco-inovadora produzida por estudantes da Universidade de Aveiro

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“É ecológica, é simples e barata de produzir e, diz quem já bebeu, que em nada fica atrás das sidras de maçã tradicionais. Pelo contrário. A primeira sidra eco-inovadora até já tem uma empresa interessada em colocá-la no mercado. A Cidermace – assim se chama a bebida desenvolvida por um grupo de estudantes do Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro (UA) – tem nos ingredientes o aproveitamento das matérias primas descartadas e destinadas ao lixo pelas indústrias de sumos concentrados e um processo produtivo que simplifica os vários passos da receita tradicional.
 

“A principal matéria prima deste produto eco-inovador, uma característica que o diferencia de todos os outros existentes no mercado, é o bagaço de maçã, um subproduto da indústria de concentrado de sumo de maçã que nos foi fornecido pela Indumape”, desvenda a equipa. A este ingrediente, “complementa-se a utilização do concentrado de sumo de maçã, fornecido pela mesma empresa, e leveduras cedidas pela Microcervejeira Vadia” que já demonstrou interesse em adaptar à sua produção a sidra desenvolvida.

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João Santos, estudante do Mestrado em Biotecnologia, e Eduardo Coimbra e Margarida Afonso, do Mestrado Integrado em Engenharia Química, são os estudantes que estão por de trás do desenvolvimento desta sidra eco-inovadora. O grupo teve como mentores o estudante de doutoramento Pedro Fernandes e os investigadores Elisabete Coelho e Manuel A. Coimbra. A bebida foi desenvolvida nos laboratórios da Unidade de Investigação de Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA) do DQ.

Ingredientes reciclados e produção simplificada

Com a utilização de ingredientes destinados ao lixo, a cidra da UA junta o útil ao agradável. De facto, aponta a equipa, o bagaço de maçã é um subproduto da indústria de sumos concentrados, cuja eliminação traz muitas implicações ambientais e económicas para as indústrias”.

No entanto, os estudantes verificaram que existia potencialidade criativa no bagaço de maçã, nomeadamente na “valorização dos compostos de aroma e açúcares que fazem parte da sua composição química” e que, no final, “definem a bebida produzida não só em termos ecológicos, como também sensoriais”. A equipa conseguiu assim dar utilidade a este subproduto, tornando-o numa matéria-prima para a produção de sidra.

A par desta vantagem para empresas e ambiente, há outra mais valia importante a ter em conta, já que a utilização do bagaço de maçã para a produção de sidra pode diferenciar positivamente este produto. No caso do processo mais convencional, explicam os estudantes, “elimina os vários passos de extração do sumo da maçã e, consequentemente, reduz os custos de produção”.

Em relação às sidras que já usam concentrado de maçã, o bagaço de maçã permite que seja “apenas requerido um passo de extração adicional, adaptável a um processo semelhante usado pela indústria cervejeira, a brassagem”. É mesmo esse processo o que permite valorizar os compostos de aroma presentes no bagaço de maçã e que elimina a necessidade de adição de aromas, ao contrário do que acontece com muitos produtos disponíveis comercialmente obtidos a partir do concentrado de maçã.

Bebida refrescante com toque de maçã

Uma vez na boca, descreve a equipa, a ausência do doce é a primeira observação que se tem quando se bebe esta sidra, o que também a diferencia dos produtos existentes no mercado”. A esta complementa-se “o ligeiro toque a maçã que culmina num sabor e aroma refrescantes”.

As sinergias dos estudantes com as empresas Indumape e Microcervejeira Vadia foi possível graças à IngenUA, uma plataforma criada na UA para apoiar o espírito empreendedor de estudantes e investigadores.

O Cidermace é um dos projetos presentes na final nacional do Ecotrophelia, um concurso de âmbito internacional promovido pela PortugalFoods e Federação das Indústrias Portuguesas Agro Alimentares (FIPA), para “premiar a inovação do meio académico no setor agroalimentar”. O vencedor, que será conhecido a 6 de junho, irá representar Portugal na Ecotrophelia Europa 2017, que decorre de 21 a 22 de novembro, em Londres.

Fonte: http://uaonline.ua.pt/pub/detail.asp?c=50630