Educação Financeira – “Empreendedorismo e promoção da Educação Financeira baseada em valores éticos”

A pedido da Dr.ª Liliana Cunha,  Assessora Educativa do programa de Educação Financeira Valores de Futuro, BBVA, aceitei escrever um artigo  baseado em argumentos sobre o valor do dinheiro e a importância de uma nova cultura financeira a ser desenvolvida nas camadas mais jovens.

Subordinado ao tema, Empreendedorismo e promoção da Educação Financeira baseada em valores éticos“, podem, aqui, através do site BBVA aceder ao referido artigo/reflexão.

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BBVA – Programa de Educação Financeira, valores de futuro

Aqui fica mais um site, “BBVA –  Programa de Educação Financeira, Valores de futuro”, que visa promover competências e valores associados ao uso do dinheiro (o esforço, a solidariedade, a poupança…), nos três ciclos do nosso Ensino Básico. Tudo o que se faça nesta área da LITERACIA FINANCEIRA, nunca é demais. Dotar os jovens de ferramentas que os ajudem a tornar-se conscientes, mais críticos e reflexivos é contribuir para uma sociedade de consumo mais informada e mais justa.

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BBVA

Educação Financeira – Um novo site: Boas práticas boas contas

A Educação Financeira promove necessariamente uma cultura empreendedora entre todos os cidadãos. A importância de se educar  cidadãos sob a ótica da educação financeira, fará com que eles se tornem indivíduos mais críticos e reflexivos de forma a interagir com a realidade.

Deixo-vos com um projecto de cariz pedagógico do  BPBC, interativo, que assume o compromisso de facultar aos cidadãos, informação útil e acessível sobre os serviços da Banca e não só, através de casos práticos, exemplificativos e realistas, que se assemelham a situações da vida real de muitas famílias e com as quais as pessoas se poderão identificar.

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Banca

Livro recomendado _ Educação Financeira das crianças e adolescentes

educação financeira crianças adolescentes

É primordial que a poupança volte a ser considerada uma prioridade.

A promoção dos valores e a construção de conhecimentos financeiros junto das crianças terá reflexos a prazo, nomeadamente uma melhor adaptação de comportamentos e a compreensão de múltiplos elementos: normas, papéis sociais, crenças, valores, decisões de consumo e poupança…

O manual contempla ainda um caderno de temáticas especiais:
– Educação financeira mediante um processo de divórcio;
– Semanada e mesada;
– Empreendedorismo;
– Promoção da sociedade civil
.

Mediante a sucessiva redução da poupança realizada por parte das famílias nacionais, ao longo das últimas décadas, é salutar dedicar uma atenção especial à promoção e valorização desta temática junto das crianças.
A educação financeira das crianças e adolescentes abarca componentes que vão para além dos conceitos económicos, nomeadamente os fundamentos de uma formação educativa sustentada em valores, a promoção do trabalho, dos estágios e do voluntariado.

Literacia Financeira – Livros… Projeto Grundtvig

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A literacia financeira é a capacidade de compreender os assuntos ligados ao dinheiro, tais como gerir crédito e débito e tomar decisões financeiras.

Considerando a conjuntura atual, é urgente fornecer aos cidadãos instrumentos que os ajudem a gerir as suas finanças pessoais, assim como a conhecer e a tirar o melhor partido da diversidade dos produtos e mecanismos financeiros que as instituições financeiras disponibilizam.

FinLiCo  Financial Literacy Competencies of Adult Learners (Competências de Literacia Financeira dos Formandos Adultos) é um Projeto Grundtvig cujo principal objetivo é melhorar as competências de literacia financeira dos formandos adultos.

Livro do Formador

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Literacia Financeira

Este manual é composto por 11 módulos que foram considerados e identificados como sendo os mais importantes para os formandos, após a análise nacional realizada ao país de cada parceiro e subsequente desenvolvimento da metodologia de trabalho do projeto. Cada módulo possui uma definição própria e é seguido da descrição dos pré-requisitos, objetivos e conteúdos que o compõem.

Livro de Exercícios

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Lit exercícios

Neste manual pode encontrar vários exercícios que correspondem aos módulos mencionados no Manual do Formador, e que promovem o desenvolvimento de competências de literacia financeira. O Livro de Exercícios está dividido em 2 categorias:

  • Exercícios/ferramentas desenvolvidas pelo consórcio e
  • Exercícios desenvolvidos com recurso a materiais que se encontram disponíveis na internet.

Uma grande parte dos exercícios do livro contém referências a Materiais de Apoio, tais como fichas para distribuir aos formandos, cartões para cortar, apresentações de PowerPoint, testes HotPotatoes em formato interativo que pode incluir em plataformas de e/b-learning, etc.

Fonte:http://www.financial-literacy.eu

Estado da Literacia Financeira na União Europeia

Este relatório sobre Literacia Financeira,  dado a conhecer recentemente, surgiu na sequência dos últimos resultados do Programa PISA e enquadra-se no contexto da estratégia Europa 2020 da UE, para cuja concretização, a literacia constitui uma questão chave.

Na opinião de Androula Vassiliou, a Comissária responsável pela Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude: “Estamos a viver um paradoxo: embora ler e escrever sejam mais importantes e relevantes do que nunca no contexto do nosso mundo digital, as nossas competências no domínio da literacia estão a perder passo. É urgente inverter esta situação alarmante. Os investimentos para melhorar a literacia dos cidadãos de todas as idades têm vantagens económicas, produzindo benefícios tangíveis para as pessoas e para a sociedade, que gerarão milhares de milhões de euros a longo prazo.”

Segundo os peritos da UE, Portugal, foi o país do Europa Ocidental que entre 2006-2009 mais queda teve nos níveis de literacia dos alunos (estudo PISA): – 7,3%.

No entanto, destacam-se vários exemplos de boas práticas que, em Portugal, ajudaram a combater a iliteracia e o insucesso escolar. O  Programa Novas Oportunidades, o Plano Nacional de Leitura, o Projeto de Promoção da leitura Cata-Livros e a organização não governamental Empresários pela Inclusão Social, entre outras iniciativas nacionais, são exemplos, considerados pelos peritos da UE de boas práticas  e a seguir. O relatório é particularmente elogioso das Novas Oportunidades – programa atualmente em risco de ser extinto – salientando que, através do processo RVCC, esta iniciativa já permitiu a qualificação de mais de 1,6 milhões de portugueses.

O relatório com cerca de 80 páginas, incluí várias recomendações, desde “conselhos aos pais, para cultivarem junto dos filhos o prazer da leitura, à criação de bibliotecas em ambientes não convencionais como os centros comerciais e à necessidade de atrair mais professores do sexo masculino que possam servir de modelo aos rapazes, que leem muito menos do que as raparigas. Além disso, apresenta recomendações específicas por faixa etária, apelando à prestação de serviços de educação e acolhimento para a primeira infância gratuitos, de qualidade e acessíveis a todos, a um maior número de professores especialistas em leitura nas escolas do 1º ciclo, a uma alteração da abordagem adotada para a dislexia, já que quase todas as crianças podem aprender a ler se lhes for garantido um apoio adequado, e ainda, a uma maior diversidade de oportunidades de aprendizagem para os adultos, em especial no local de trabalho”.

Segundo o mesmo documento, “os adolescentes necessitam de materiais de leitura mais diversificados, incluindo livros de banda desenhada, textos literários impressos e ebooks, que motivem todos os leitores e, em especial, os rapazes. É importante promover a cooperação entre as escolas e as empresas, a fim de tornar a aprendizagem no domínio da literacia mais relevante para as situações da vida real. O tabu sobre os problemas de literacia dos adultos tem de ser quebrado. As Organizações Não Governamentais, os meios de comunicação social, os empregadores, as organizações da sociedade civil e as figuras públicas têm um importante papel a desempenhar na divulgação geral destes problemas e eventuais soluções.”

Este relatório que considero de leitura obrigatória, destaca a importância da literacia por cinco razões:

  • “O mercado de trabalho exige cada vez mais competências no domínio da literacia (até 2020, calcula-se que 35% dos postos de trabalho exijam qualificações de alto nível, em comparação com 29% atualmente).
  • A participação cívica e social depende mais fortemente da literacia no mundo digital.
  • A população está a envelhecer e as suas competências no domínio da literacia precisam de ser atualizadas.
  • A pobreza e os baixos níveis de literacia formam um círculo vicioso, influenciando-se mutuamente.
  • A crescente mobilidade e migração estão a tornar a literacia cada vez mais multilingue, combinando uma vasta gama de contextos culturais e linguísticos.”

Consulte aqui o RELATÓRIO:

http://ec.europa.eu/education/literacy/sources/index.htm

Sumário executivo em língua portuguesa:

http://ec.europa.eu/education/literacy/what-eu/high-level-group/documents/executive-summary_pt.pdf

Literacia da informação… uma cultura de clareza

A explosão informacional exige dos cidadãos competências em diversas áreas,  essenciais não só para a sua realização pessoal e profissional, mas também para o exercício pleno da cidadania.

A literacia da informação, enquanto capacidade para aceder e usar, de forma  efectiva, a informação de variados suportes, passa pela utilização de uma linguagem clara, por parte de quem constrói esses mesmos suportes.

A importância da linguagem clara tem crescido em todo o mundo, com requisitos regulamentares e legislativos a surgir em países como os EUA, a Austrália, a África do Sul, o Canadá e o Reino Unido. 

Em Portugal ainda não partimos parta a construção de uma cultura de clareza. Tarefa difícil! Comecemos por discutir formas  de promover a linguagem clara no sector público e construir os sistemas e a cultura essenciais para que funcione.

Aprecie  e avalie este vídeo, alguns minutos de vídeo do TEDxPorto, no seu melhor … “Sandra Fisher-Martins:  The right to understand”.