Livro do dia: “Vaidade e Ganância no Século XXI”

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“Os sinais exteriores de riqueza parecem ter-se tornado um valor depois dos anos 80 de século XX. Ser rico e demonstrá-lo contrastava com uma postura mais pacata dos verdadeiramente ricos de outras décadas.Voltou-se de alguma maneira, a lógica aristocrática da ostentação. Num livro muito estimulante, Simon Blackburn, professor de filosofia da Universidade de Oxford, fala sobre os limites éticos e morais da vaidade e da ganância neste novo século.

Combinando com brilhantismo a sabedoria, o humor e o estilo, este livro analisa o que os grandes pensadores afirmaram sobre o amor-próprio: de Aristóteles, Cícero e Erasmo a Rousseau, Adam Smith, Kant e Iris Murdoch. Examina as obsessões atuais com o «eu», como as selfies, a cirurgia plástica e as intervenções cosméticas, e reflete sobre fenómenos correlacionados como a inevitável mercantilização da vida social e o trágico excesso de confiança de políticos como George W. Bush e Tony Blair. Em última análise, mostra porque é a auto estima uma parte necessária e saudável da nossa vida.”

Autor Simon Blackburn, BLACKBURN, SIMON
Editor Temas & Debates
Data de lançamento Fevereiro 2015
N.º Páginas                 244

Ranking das empresas mais éticas do mundo

Desta extensa lista constam três empresas portuguesas: EDP, SONAE e PORTUGAL TELECOM.

 

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Ranking da empresas éticas mundo_2012

Livro do dia – Introdução à Ética Empresarial

 Introdução à Ética Empresarial

 

Introdução à ética empresarial

  • Autor João César das Neves
  • Editora Principia
  • Páginas 574

 

 

 

 

Como Ser bom e bem sucedido

Num momento em que a crise financeira e económica faz salpicar milhares de vezes a palavra “ganância” por textos jornalísticos, ensaísticos, humorísticos e de restante natureza; um trabalho sobre ética parece vir a propósito. Sobretudo quando nem todo os “Madoff” que pululuam pelo mundo estão numa barra de tribunal ou a caminho dela. César das Neves é claro: a ética não serve para atingir a perfeição, serve para ser boa pessoa. Isto é, com falhas e erros pelo caminho, o sucesso do empresário mede-se pela actuação no sentido de fazer o melhor possível.

Segundo o economista César das Neves “haverá com certeza livros mais curtos, incisivos, operacionais e simples” sobre o tema, mas esses são guias para “evitar sarilhos” e o autor tem uma missão mais nobre. “Ser boa pessoa, como todos sabemos, nunca é coisa que se consiga daquela forma que os executivos usam para conseguir as outras coisas. Por isso, não se pode resumir, simplificar, mecanizar”.

Para além de uma exemplar dissertação a nível científico, existem pequenos quadros com histórias, parábolas, aforismos, que ajudam a perceber os conceitos de forma divertida e que convidam à reflexão. São mais de duas centenas e meia de “histórias éticas” que vão desde um excerto do filme “O Padrinho”, a versos de Camões, passando pela fábula “o lavrador e a cegonha” ou pelo episódio da “Banqueira do Povo”.

A obra pretende dar orientação e não esquemas de actuação ou modelos prontos a aplicar. Poderá ser uma desilusão para quem procura um plano de acção/formação encontrar, sobretudo, princípios inspiradores. Mesmo assim, o autor aprofunda temas como concorrência, formação de preços, corrupção, publicidade e despedimentos que podem ser úteis a muitos gestores. Sem dar receitas sobre como se comportar para ser uma pessoa boa e bem sucedida.