Efeméride – centenário de Drucker

Peter Ferdinand Drucker (1909-2005) , o vienense que se transformou no guru dos gurus da gestão ao longo de 70 anos de vida nos Estados Unidos,  faria um século a 19 de Novembro, se fosse vivo.

Sempre modesto na sua postura, recusou o título de pai do management. Recusou encarar a Gestão como uma doutrina e muito menos como um catálogo de fastfood – na última entrevista que concedeu ao Expresso, já tinha 92 anos, sublinhou: “O management é uma prática, tal como a medicina e o direito”. Na sua visão, a Gestão é uma disciplina prática e humanista. É uma arte que se alimenta de ciências como a Economia, Psicologia, História, Matemática, Teoria Política e Filosofia.

Mas o maior “legado de Drucker está, porém, na sua capacidade de interpretar o presente e de perceber as suas implicações para o futuro. Drucker tinha a capacidade de vislumbrar as tendências que irão produzir mudanças na sociedade, na economia e nas empresas. A ele se deve o diagnóstico de descontinuidades como a ascensão dos fundos de pensões no capital das empresas cotadas ou a emergência dos trabalhadores do conhecimento. Foi o primeiro a alertar que os trabalhadores são os donos do activo (o conhecimento) mais precioso da sociedade actual que ele apelidou de pós-capitalista.”

Acima de tudo, tornou a Gestão uma disciplina séria e respeitada, e acessível a milhões de pessoas.

Nota:

A revista americana de gestão Harvard Business Review dedica-lhe a  capa da edição de Novembro.

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