Dia Internacional da Língua Materna

Em 1999 a UNESCO  estabeleceu o Dia Internacional da Língua Materna  a 21 de Fevereiro, acreditando que as diferentes línguas e culturas representam valores universais importantes para a unidade e a coesão das sociedades.

Mais da metade das seis mil línguas mundiais corre risco de desaparecer neste século, segundo o Atlas da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), editado em 2002.

Por sua vez, o presidente da Conferência Geral da Unesco, Moussa Jaafar Bin Hassan, reconheceu que é “difícil enfrentar a maré da globalização” que situa o inglês em uma posição de domínio por meio da cultura anglo-saxã.

O português ocupa a 8ª posição entre as dez línguas mais faladas do mundo; calcula-se que seja falado por cerca de 230 milhões de pessoas.

A Língua que falas e escreves
é uma árvore de sons
que tem nos ramos as letras,
nas folhas os acentos
e nos frutos o sentido
de cada coisa que dizes.
(…)
A árvore desta língua
cresce no nosso quintal
e definha de vergonha
sempre que a tratam mal,
sempre que a sujam e vergam
com os erros cometidos
por quem usa as palavras
sem lhes saber os sentidos
e pensa que a gramática
é uma bola de futebol
que se trata com os pés.
(…)
 E o orgulho que temos
nesta Língua Portuguesa,
irá do berço para a escola
e da escola para a rua,
pondo em cada palavra
uma pepita de ouro
e uma centelha de lua,
pois afinal esta língua
será sempre minha e tua.
José Jorge Letria, Esta Língua Portuguesa

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A Declaração Universal dos Direitos Linguísticos considera que todas as línguas são a expressão de uma identidade colectiva e de uma maneira distinta de apreender e descrever a realidade, pelo que devem poder beneficiar das condições necessárias ao seu desenvolvimento em todas as funções.

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