PSICOLOGIA DA IMAGINAÇÃO – Serendipismo

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Este é um assunto que me diz muito! Estimular a criatividade nas crianças  pode vir a ser o caminho para uma educação com maior qualidade. Deve  ser potencializada através de novas práticas pedagógicas, um ensino mais personalizado, mais humano e voltado para os reais interesses de cada criança.

Convido-vos a ler mais um excelente artigo de Nelson S.  Lima.

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PSICOLOGIA DA IMAGINAÇÃO

Sabe o que é o serendipismo?

Desinibição, curiosidade, elevada inteligência e uma enorme capacidade da chamada “memória de trabalho” (working memory) podem constituir as bases necessárias para ocorrer o processo criativo chamado “serendipismo”.

O “serendipismo” é uma forma de criatividade que é despoletada por uma mente aberta para múltiplas possibilidades. O nome deriva de um conto do século XVIII escrito por Horace Walpole. Envolvia três príncipes de uma ilha que supostamente é hoje o Sri Lanka (no sul da Índia) e que se viam frequentemente surpreendidos com situações que tinham de ser solucionadas com grande imaginação e inteligência para poderem salvar-se dos potenciais perigos.

Considero o “serendipismo” uma das formas mais deliciosas da criatividade humana pois faz com que a imaginação se solte completamente e dê origem às mais diversas ideias. O acaso e a sorte são fatores a ter em consideração. Os criativos tendem a ver nestes fatores uma fonte de inspiração.

A verdade é que a história da criatividade está cheia de exemplos de “serendipismo” – algo que poderia (deveria) ser treinado nas escolas, desde a mais tenra idade.

Sabia que as crianças com menos de 4-5 anos de idade costumam revelar grande capacidade para este tipo de criatividade? Lembremo-nos das brincadeiras da nossa infância onde a imaginação fervilhava de euforia!

Nelson S Lima

Inovação Portuguesa – Berço de cortiça

Nascer em BERÇO DE CORTIÇA! Os tempos mudam…

A inovação portuguesa a surpreender. O protótipo de um berço de cortiça, foi idealizado por duas arquitetas e concebido por um artesão algarvio.

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O DÉFICE DE ATENÇÃO FAVORECE A CRIATIVIDADE?

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Deixo-vos com este interessante artigo de Nelson S.  Lima.

NÃO DEIXE DE LER!

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O DÉFICE DE ATENÇÃO FAVORECE A CRIATIVIDADE?

O QUE É A DERIVA MENTAL

“Thomas Edison, Oscar Wilde, Picasso, Winston Churchill, Alexander Graham Bell, Sylvester Stallone, Tom Cruise, Robin Williams, John Lennon, Mozart, Dustin Hoffman, Steve McQueen, Richard Branson e muitas mais pessoas célebres foram diagnosticados com o que hoje chamamos “défice de atenção”, com ou sem hiperatividade e/ou impulsividade.

O que é que gera o défice de atenção clinicamente significativo? Resposta simplificada: um abrandamento na atividade de certas áreas pré-frontais do cérebro (onde também se processa a nossa capacidade de planificar e o auto-controlo, por exemplo) é a principal causa do défice de atenção sendo por isso que se receitam psicoestimulantes para que essas áreas trabalhem em sincronia (também chamada “entrar em fase de encerramento neural”), o que permite a focalização da atenção eliminando os factores de distração, nomeadamente a chamada “divagação mental” (que as pessoas chamam “estar na lua”, “estar com a cabeça no ar”, “estar ausente”, etc.).

Ora vamos lá à questão que aqui me traz. Se têm défice de atenção, não podendo facilmente concentrar-se, como é que poderão ser pessoas criativas e até empreendedoras e bem sucedidas?

Fácil de explicar! A chamada “deriva mental” ou “divagação mental” todos nós temos em boa parte do tempo (em 40 a 50% do nosso dia-a-dia). Mas nas pessoas com défice de atenção essa “divagação” é mais extensa e expressiva pois têm dificuldade em focalizar-se, ou seja, em atingir a chamada “atenção seletiva” (por razões neuropsicológicas).

O professor de psicologia Jonathon Schooler, num estudo apresentado em 2010, revela que a “divagação mental” é maior nas pessoas com défice de atenção MAS É PRECISAMENTE isso que as torna receptivas a mais “insights criativos”. Porquê?

Porque é nesse estado aparentemente “distraído” que o cérebro abre-se para ideias e pensamentos criativos pois a mente, vagueando entre muitos temas de “auto conversa interior”, entra num “estado de serendipismo” (uma condição mental que produz ideias inesperadas) e de “consciência aberta” (o que não acontece quando estamos focalizados, centrados em algo).

Estudando a vida de pessoas criativas e empreendedoras descobriu-se que muitas sofriam de dificuldade de concentração (o défice de atenção é precisamente uma dificuldade em focalizar-se em algo de forma sustentada).

Ora isto deve levar-nos a repensar o ensino das crianças com défice de atenção. Elas podem ser ajudadas a gerir a sua atenção através de técnicas como a “prática da atenção plena”. Aliás, serve para todas as crianças a partir dos 3 anos de idade, o que lhes vai proporcionar mais tarde aquilo que chamamos de “domínio cognitivo” (auto-controlo mental), com espetaculares resultados nas aprendizagens e até na inteligência prática (também chamada “executiva”).

Por exemplo, as autoridades de Singapura – uma cidade-estado da Ásia com mais de 5 milhões de habitantes – contratou cientistas americanos e ingleses para ensinarem os professores a desenvolver nos alunos o “domínio cognitivo” (foto) mas também a criatividade através da “divagação mental”.

NOTA
Chamo a atenção para o seguinte: a “deriva” ou “divagação mental” não é mais do que o desvio do foco da atenção para outros alvos e não um problema de “distraibilidade” (problema neurológico que impede uma total capacidade de concentração e cujo prognóstico é bem mais grave que o conhecido e polémico “défice de atenção” que, por vezes, nem é clinicamente relevante). Daí a necessidade de um bom diagnóstico para cada caso.
Curiosamente, existe um número considerável de crianças superdotadas que revelam hiperatividade com défice de atenção. Isto deveria ser objecto de maior atenção pelas entidades responsáveis.”

Inovação Social – Rebanho colectivo ganha concurso da Gulbenkian

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Uma ideia que vai provocar  mudanças e gerar o  reforço dos laços afectivos da comunidade emigrante às suas origens e o fomento do espírito solidário entre uma população.

A criação de um rebanho colectivo na aldeia de Rio Frio (concelho de Arcos de Valdevez), cujas 200 cabras podem ser adoptadas por emigrantes, ganhou o primeiro prémio da quarta edição do concurso de inovação social Faz-Ideias de Origem Portuguesa, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

O projecto ganhador pretende pôr em prática o pastoreio em 400 hectares de terrenos baldios, instalando um rebanho colectivo de 200 cabras autóctones da raça serrana e bravia, em que os habitantes da freguesia e a diáspora são convidados a adoptar um animal, mediante o pagamento de uma quantia anual.

Um dos seus objectivos, explica o comunicado da Gulbenkian, é “minimizar o risco de incêndio diminuindo a carga combustível no território [porque comem a vegetação que cresce em terrenos abandonados]” e “proporcionar algum conforto à população da freguesia de Rio Frio, muito envelhecida e socialmente deprimida. Espera-se ainda o reforço dos laços afectivos da comunidade emigrante às suas origens e o fomento do espírito solidário entre conterrâneos.”

IDEIA INOVADORA – Colmeia inteligente

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Miguel Bento é um jovem engenheiro electrónico que herdou do avô uma mão cheia de colmeias vazias que povoou com um enxame oferecido por um primo. Porém, Miguel percebeu depressa que estava a perder milhares de abelhas por ano.

Foi então que o jovem engenheiro resolveu criar uma “colmeia inteligente” climatizada, que permite controlar o estado dos enxames à distância na Incubadora de Empresas da Universidade de Aveiro (UA).

Engenheiro com mestrado em Electrónica e de Telecomunicações pela UA, Miguel Bento resolveu unir o interesse pela apicultura ao conhecimento na área da electrónica e criar um sistema que pudesse melhorar as condições de vida das abelhas, bem como facilitar o trabalho dos apicultores.

Miguel Bento juntou-se a Joel Oliveira e André Oliveira, dois outros antigos alunos da UA, nas áreas de gestão e design de produto e assim nasceu na Incubadora de Empresas da UA a Apis Technology, para desenvolver uma “colmeia inteligente”.

Ao fim de três anos de trabalho os antigos alunos da UA chegaram a um protótipo que possibilita a climatização automática do ambiente das abelhas, evitando mortes desnecessárias resultantes das variações de temperatura, e dotado de um sistema de monitorização que permite que os apicultores tenham acesso, em tempo real, a tudo o que se passa com os seus enxames.

O sistema é composto por vários sensores: humidade, temperatura na câmara de criação, temperatura no exterior da colmeia, peso, fluxo de abelhas a entrar e a sair e GPS. Esta monitorização pode ser feita de duas formas, como explica Miguel Bento. “Ou utilizando a colmeia Apis, que tem alguns sensores embutidos, ou então utilizando um kit de sensores que podem ser colocados em qualquer colmeia já existente”, cita o jornal online da UA.

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Ideia INOVADORA – Followprice: comprar só quando chega o preço certo

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Fazer compras online vai passar a ser mais instintivo!

A empresa portuguesa FollowPrice criou um botão que está a revolucionar o mundo das compras online. O botão ‘Seguir Preço’ permite ao utilizador estar a par das descidas de preço de um determinado produto com uma simples notificação na sua página de Facebook ou via email. Uma ferramenta criada por jovens portugueses, que já se encontra em algumas lojas internacionais, e que pretende chegar aos sete cantos do mundo.

Fonte: http://www.sol.pt/noticia/

A magia das palavras com Jorge Ventura (cont.)

Aventureiro das palavras, qual empreendedor crítico e criativo, que tem o poder  das palavras certas, palavras diferentes.  

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Nada, como eu

“Confesso que me comovem os Homens simples, de imagem e postura esculpidas no ateliê do sorriso fácil e olhar expressivo, ávidos de atenção, de momentos de subversão do status da ausência, dolorosa, porque decorrente da indiferente presença de outros, de confusa proveniência, mas de diversa proeminência, postura, e até, prepotência.

Esses, os que me comovem, cujo tempo socalca o rosto, endurece a pele, subtrai o esmalte e ofusca o brilho, mendigam o tempo, de partilha, comunhão, participação.

Presentes, estão ausentes, ocupados em tarefas importantes, relevantes, que não dispensam o uso da mão, gretada e forte, desses, ausentes, sempre presentes, mendigos do tempo, de atenção, reconhecimento, gratidão.

Esses, os que me comovem, ocupam o espaço, vazio, na multidão da indiferença, olham em redor, com olhar expressivo, e percebem a ausência da consciência da sua presença, são nada, nadas, numa solitária existência, individual ou adicionada, mas cuja soma é, invariavelmente, nada.

Suceder-se-ão os dias, os meses, os anos, e esses, os que me comovem, limitados no tato, no afeto, na atenção, continuarão a ver subtraída a razão adstrita à nobre ilusão de, sendo o que são, serem, como os outros, parcelas de uma mesma adição.”

Aos Homens simples

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