Poupar está na ordem do dia

A poupança e a necessidade de aumentar esta rubrica, que a crise veio impôr, foi o tema em debate na Comissão Executiva. Este interessante debate   foi conduzido pela jornalista Alda Martins e contou com a presença dos seguintes convidados: Francisco Banha, Empresário e Gestor de Empresas,  João Tomé Calado, professor do ISEG, Raul Marques, presidente da APAF, e Rui Leão Martinho, bastonário da Ordem dos Economistas.

  

Livro do dia – “Como Salvar a Minha Reforma”

 

 

Autores: David Almas, Joaquim Madrinha
Editora: Lua de Papel | Ano: 2011

 

 

 

Sinopse:

Todos os meses damos uma parte substancial do nosso dinheiro à Segurança Social. A verdade, porém, é que se tem agora 20, 30, ou 40 anos, muito pouco desse dinheiro lhe voltará às mãos. Como a Segurança Social está praticamente falida e a nossa população está a envelhecer dramaticamente, os novos reformados vão trabalhar e descontar muito mais e ganhar muito menos – 68 por cento do que recebem hoje. Se quer ter dinheiro para viver daqui a 20, 30 ou 40 anos, comece já a precaver-se. E nem pense em investir em PPR. O que fazer então? Os jornalistas David Almas e Joaquim Madrinha apresentam-lhe, com uma clareza arrepiante, o verdadeiro estado da Segurança Social – para que perca todas as ilusões. A seguir os autores explicam-lhe porque é que os PPR não são a solução e apresentam-lhe uma série de alternativas muito mais rentáveis – para que possa encarar o futuro com tranquilidade.”

Fonte: Livraria Almedina

Núcleo DecoJovem na ESE

No âmbito do Núcleo DecoJovem vai realizar-se no dia 30 de Março (4ª. feira), uma ação de sensibilização para a comunidade educativa da ESE, sobre Educação Financeira dinamizada pela turma do 11º.I do Curso Técnico de Gestão.

O leque de atividades é diversificado, desde beber um sumo e comer um bolo, responder a um inquérito sobre estilos de vida e fazer o seu orçamento … tudo é possível!

Fica lançado o DESAFIO

O que faria com um saco cheio de dinheiro?

(Dê a sua resposta no bloco C)

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O dinheiro que temos é o instrumento da liberdade; aquele de que andamos atrás é o da servidão.

( Rousseau, Jean Jacques)

Banco de Portugal faz inquérito à Literacia Financeira dos portugueses

O problema da maioria dos portugueses não está na forma como ganha ou pode ganhar dinheiro, mas sim o modo como o gasta. Constata-se que existe um défice de literacia financeira, um problema intrínseco à sociedade actual.
No âmbito da suas recentes competências de supervisão comportamental  o Banco de Portugal (BdP) contratou à Eurosondagem um inquérito realizado porta-a-porta com o ambicioso objectivo de aferir o estado da literacia financeira entre os portugueses: Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa|2010.
No documento divulgado pelo Banco de Portugal em que foram entrevistadas 2 000 pessoas, pode ler-se:
(…) de idade igual ou superior a 16 anos, [que] foram estratificados de acordo com cinco critérios: género, idade, região NUTS II (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira), situação laboral (activo ou não activo) e nível de escolaridade.”
As entrevistas basearam-se num questionário composto por 94 questões de escolha múltipla, que incidiram sobre cinco áreas temáticas:
1. INCLUSÃO FINANCEIRA;
2. PLANEAMENTO DE DESPESAS E POUPANÇA;
3. GESTÃO DE CONTA BANCÁRIA;
4. ESCOLHA DE PRODUTOS FINANCEIROS;
5. COMPREENSÃO FINANCEIRA.
 
O documento contêm alguns dados que demonstram, que o Banco de Portugal, CMVM e Instituto de Seguros Portugal (ISP),  bem como os respectivos supervisionados e sistema educativo em geral, têm ainda um longo caminho a percorrer para dotar o país de um grau de literacia financeira minimamente decente.
A iniciativa de dar a conhecer e reconhecer o estado da literacia financeira é um primeiro passo indispensável para acções futuras neste domínio.
Destaco algumas frases chave do inquérito:

(…) dos inquiridos que dizem fazer poupanças, a maioria (54%) considera como poupança o dinheiro deixado numa conta à ordem para gastar mais tarde. A prática de deixar os recursos excedentários numa conta à ordem poderá indicar alguma inércia quanto à poupança, o que normalmente decorre da falta de sensibilizada à sua importância ou do desconhecimento sobre as possíveis aplicações.”

“Finalmente, as decisões quanto à poupança são determinadas também, em grande medida, por restrições financeiras: a maioria dos inquiridos que não poupam (88%) referem rendimentos insuficientes como principal razão.”

“De entre os critérios de escolha do crédito à habitação, apenas 4% dos inquiridos indicam a taxa anual efectiva (TAE) – medida que engloba todos os encargos obrigatórios associados ao crédito – e 18% mencionam a taxa de juro.”

“No caso dos detentores de cartões de crédito, dos 43% que não pagam a totalidade do saldo em dívida no final do mês apenas 22% dizem saber qual o valor exacto da taxa de juro associada ao cartão.”

“Questionados sobre o conceito de Euribor, apenas 9% dos inquiridos respondem com rigor e apenas 17% revelam saber o significado do spread que incide sobre uma taxa de juro de referência.”

“Embora a maioria dos inquiridos (73%) saibam correctamente identificar o saldo num extracto de conta, apenas 46% demonstram saber calcular esse saldo após uma simples operação de débito da conta ou têm noção do conceito de descoberto bancário. Os resultados são também menos positivos na avaliação do grau de risco de produtos financeiros.”

 

 Consulte o documento na íntegra

 

Livro do dia

Este livro ajuda o leitor a fazer uma organização consistente do orçamento mensal, orientando-o também na tomada das principais decisões de ordem financeira.

“A Economia lá d€ casa” é um livro imprescindível para o momento difícil que o país e o mundo estão a atravessar.

Repleto de dicas e de planos de emergência, este livro revela formas simples de poupar, de envolver toda a família na gestão do dinheiro… e até de fazer com que o seu banco passe a contribuir para as suas poupanças.

  EDITORA: Academia do Livro

  AUTOR: João Martins

 

 Com a leitura deste livro, vai ficar a saber informações importantes:

  • Pague-se a si mesmo em primeiro lugar.
  • Atenção às despesas escondidas de um cartão de crédito.
  • Tente pagar mais do que o mínimo exigido mensalmente pelo seu cartão de crédito.
  • Ter vários cartões de crédito é prejudicial para a sua saúde…financeira.
  • Não tenha o seu dinheiro dividido em muitas contas.
  • A lista de compras é sempre uma boa amiga.
  • O envolvimento dos filhos na gestão do orçamento pode ser surpreendente.

 

Fórum de Poupança e Investimento – Infovalor

Lisboa recebe primeiro fórum da poupança e investimento , no Pavilhão Atlântico – Sala Tejo, nos dias 13 e 14 de Novembro de 2009.

infovalor2  A entrada é gratuita

Visite o espaço de exposição e assista às conferências  e debates, apresentações de empresas e ateliers pedagógicos.

Durante três dias, investidores e empresas que procuram captar investimento vão ter oportunidade de estar em contacto directo.

Com o objectivo de apontar várias opções de poupança e investimento aos aforradores, bem como o risco envolvido nas várias soluções de poupança, o fórum pretende também ajudar a melhorar a cultura financeira dos portugueses.

Além de conferências e debates, os visitantes do fórum vão poder contactar directamente com várias exposições de entidades como empresas cotadas, bancos, seguradoras ou sociedades gestoras.

 Faça já a sua inscrição em: Infovalor – Incrições

O Consumismo à luz da psicologia Darwinista

SuperUm interessante artigo na Revista Super Interessante – nº 139,  aborda “O Consumismo à luz da psicologia Darwinista”,  e de acordo com algumas opiniões, “continuamos a ser primatas sociais num mercado super competitivo onde nos vemos impelidos a exibir os nossos encantos para levarmos água ao moinho, embora não tenhamos consciência disso.” […]

Segundo Geoffrey Miller,  o marketing é a força mais dominante na cultura humana, “os jovens, por exemplo, têm uma sede insaciável de saber o que se usa, o que está na moda. Na realidade, procuram descobrir que produtos promovem melhor as  características da sua personalidade, gostos e qualidades.”

É aqui que entra o consumismo, o “consumismo exibicionista, uma técnica dita indirecta que se destina a darmo-nos a conhecer não só para impressionar o outro mas também para atrair amigos, familiares e aliados.”

[…] Miller, acrescenta ainda, que há formas de exibir a inteligência, como “andar com certos livros ou revistas ou ostentar gadgets tecnologicamente avançados. De igual modo,  são considerados como provas da nossa inteligência as licenciaturas, os cursos, doutoramentos, seminários, mestrados e outros certificados de habilitações que podem enfeitar o nosso currículo ou a parede do escritório.”

A título de conclusão, Geoffrey Miller evidencia que, “comprar coisas acaba por se transformar numa péssima estratégia para fazer alarde das dimensões mentais e psicológicas: O edifício do consumo narcisista baseia-se na questionável premissa de que os outros reparam mesmo naquilo que adquirimos e usamos.”

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Neste dia Mundial da Poupança, e se acha que é escravo da tirania do consumismo, deixo aqui alguns conselhos do psicólogo Geoffrey Miller:

  1. “Antes de comprar, dedique alguns dias a reflectir sobre se tem mesmo necessidade.
  2. Procure um objecto semelhante na arrecadação, arranje-o e limpe-o: encanto rétro!
  3. Peça emprestado, desse modo, estará talvez a fortalecer os laços sociais.
  4. Alugue – É uma prática pouco utilizada.
  5. Resista à rejeição dos artigos em segunda mão; nada é completamente novo.
  6. Se gosta de marcas, compre imitações. Algumas quase não se conseguem distinguir do original.
  7. Faça você mesmo – Muitas vezes, as aptidões profissionais não impressionam tanto como exibir uma camisola de malha que nós próprios tricotámos.
  8. Sempre  que  surgir  uma  nova  tecnologia,  espere  três  anos   antes  de  adquiri-la.
  9. Peça que lhe ofereçam – Não gastará dinheiro e fará que a pessoa que lhe dá o presente se sinta bem.”

Leia o artigo completo, consultando a  revista, págs. 61 a 65.

Fonte: Revista Super Interessante, Novembro de 2009, nº 139