
Um investigador da Universidade de Aveiro (UA) criou uma TORNEIRA MISTURADORA inovadora que vai permitir reduzir o desperdício de água em casa.
O dispositivo, que se encontra patenteado a nível internacional, permite reutilizar a água que é desperdiçada de cada vez que se abre a torneira da água quente e se está à espera que ela aqueça.
“Em média, são três litros de água potável que correm directamente para o esgoto, por cada utilização” deste tipo, estima o investigador Vítor Costa que, desde 2007 tem vindo a trabalhar neste projecto.
Com este sistema, segundo o investigador, a torneira só fornece água quando ela já está quente e de acordo com a temperatura desejada.
“A água fria, que se encontra na tubagem, entre a caldeira ou o esquentador e a torneira, é guardada num reservatório e entra novamente na rede, o que pode representar uma economia de centenas de litros de água no final do mês”, adiantou o docente na UA.
O sistema pode também ser usado em instalações antigas sem a necessidade de fazer grandes obras de construção.
“Pode usar-se com uma torneira usual, mas é preciso acrescentar um componente hidráulico e um reservatório que vai acumular a água”, explicou aquele investigador.
Desenvolvido em conjunto com a Metalúrgica Luso-Italiana, uma empresa portuguesa que concentra a sua actividade no fabrico e comercialização de torneiras, este sistema misturador com função de poupança de água deverá chegar ao mercado ainda este ano.
O investigador sublinha ainda que a escolha deste produto pode ser importante para obter uma boa classificação energética dos edifícios, acrescentando que o sistema não usa qualquer fonte adicional de energia.
De acordo com dados da Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais (ANQIP), o desperdício doméstico de água em Portugal atinge anualmente 750 milhões de euros.
O presidente desta instituição, Silva Afonso, estima que se percam anualmente três mil milhões de metros cúbicos de água, metade em meio urbano, em edifícios e redes públicas.
Os chuveiros e autoclismos são os responsáveis pelos gastos domésticos mais significativos de água, entre 70 e 80 por cento.
Fonte: Expresso on-line
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