Banco de Portugal faz inquérito à Literacia Financeira dos portugueses

O problema da maioria dos portugueses não está na forma como ganha ou pode ganhar dinheiro, mas sim o modo como o gasta. Constata-se que existe um défice de literacia financeira, um problema intrínseco à sociedade actual.
No âmbito da suas recentes competências de supervisão comportamental  o Banco de Portugal (BdP) contratou à Eurosondagem um inquérito realizado porta-a-porta com o ambicioso objectivo de aferir o estado da literacia financeira entre os portugueses: Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa|2010.
No documento divulgado pelo Banco de Portugal em que foram entrevistadas 2 000 pessoas, pode ler-se:
(…) de idade igual ou superior a 16 anos, [que] foram estratificados de acordo com cinco critérios: género, idade, região NUTS II (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira), situação laboral (activo ou não activo) e nível de escolaridade.”
As entrevistas basearam-se num questionário composto por 94 questões de escolha múltipla, que incidiram sobre cinco áreas temáticas:
1. INCLUSÃO FINANCEIRA;
2. PLANEAMENTO DE DESPESAS E POUPANÇA;
3. GESTÃO DE CONTA BANCÁRIA;
4. ESCOLHA DE PRODUTOS FINANCEIROS;
5. COMPREENSÃO FINANCEIRA.
 
O documento contêm alguns dados que demonstram, que o Banco de Portugal, CMVM e Instituto de Seguros Portugal (ISP),  bem como os respectivos supervisionados e sistema educativo em geral, têm ainda um longo caminho a percorrer para dotar o país de um grau de literacia financeira minimamente decente.
A iniciativa de dar a conhecer e reconhecer o estado da literacia financeira é um primeiro passo indispensável para acções futuras neste domínio.
Destaco algumas frases chave do inquérito:

(…) dos inquiridos que dizem fazer poupanças, a maioria (54%) considera como poupança o dinheiro deixado numa conta à ordem para gastar mais tarde. A prática de deixar os recursos excedentários numa conta à ordem poderá indicar alguma inércia quanto à poupança, o que normalmente decorre da falta de sensibilizada à sua importância ou do desconhecimento sobre as possíveis aplicações.”

“Finalmente, as decisões quanto à poupança são determinadas também, em grande medida, por restrições financeiras: a maioria dos inquiridos que não poupam (88%) referem rendimentos insuficientes como principal razão.”

“De entre os critérios de escolha do crédito à habitação, apenas 4% dos inquiridos indicam a taxa anual efectiva (TAE) – medida que engloba todos os encargos obrigatórios associados ao crédito – e 18% mencionam a taxa de juro.”

“No caso dos detentores de cartões de crédito, dos 43% que não pagam a totalidade do saldo em dívida no final do mês apenas 22% dizem saber qual o valor exacto da taxa de juro associada ao cartão.”

“Questionados sobre o conceito de Euribor, apenas 9% dos inquiridos respondem com rigor e apenas 17% revelam saber o significado do spread que incide sobre uma taxa de juro de referência.”

“Embora a maioria dos inquiridos (73%) saibam correctamente identificar o saldo num extracto de conta, apenas 46% demonstram saber calcular esse saldo após uma simples operação de débito da conta ou têm noção do conceito de descoberto bancário. Os resultados são também menos positivos na avaliação do grau de risco de produtos financeiros.”

 

 Consulte o documento na íntegra

 

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Managementhelp – site sobre gestão de crises

A palavra crise está definitivamente na ordem do dia, sendo premente a procura de soluções para a gerir.

O managementhelp.org  é uma espécie de “páginas amarelas” onde pode encontrar informação diversificada sobre a gestão de crises. É um bom site para encontrar respostas às muitas preocupações e inquietações que a crise fez emergir, em particular a nível empresarial. Funciona como uma livraria que disponibiliza de forma gratuita uma reflexão académica sobre a gestão de crise.

 
Consulte, clicando na imagem

managementhelp.org

O site oferece diversas abordagens e perspectivas sobre o tema. Desde a gestão proactiva, de forma a antecipar os cenários de crise, até à forma de lidar com ela, minimizando os riscos. É possível ainda,  avaliar eventuais  danos causados por uma crise, junto da opinião pública e dos accionistas.
Em managementhelp, é possível encontrar respostas sobre vários aspectos da crise. Entre eles, destacam-se, tópicos como “quando o inesperado acontece”, “10 passos para comunicar uma crise” e “simulação de uma crise”.
O site dispõe ainda de uma área de livros recomendados e tem associados um conjunto de blogs, onde é possível encontrar informação específica, seja sobre liderança, planeamento estratégico ou gestão de carreiras.

Gestão Estratégica do Crescimento Económico em Portugal Livro recomendado

Na actual conjuntura de crise económica que exige medidas de austeridade, recomendo aos interessados, a leitura deste livro que faz o diagnóstico da situação da economia portuguesa num contexto de globalização, propondo áreas de actuação e soluções para um  crescimento económico, efectivo.gestao-estrategica-do-crescimento-economico-em-portugal

 Gestão estratégica do crescimento económico em Portugal

Nuno de Souza e Silva

Utilizando os conceitos de gestão estratégica, de gestão de desempenho e do Balanced Scorecard, elabora-se um mapa estratégico para o crescimento económico. Esse mapa estabelece uma visão e uma missão, estrutura os objectivos e áreas estratégicas de actuação e evidencia a sua interligação

A obra sistematiza e integra aspectos como:

– a criação de valor;

– a formação de capital humano;

o investimento;

– a inovação;

– a competitividade externa;

– a concorrência;

– a criação de empresas;

– a gestão macroeconómica.

Para cada uma daquelas áreas propõem-se indicadores estatísticos adequados.

Foi feita uma análise sectorial obtendo informação para os níveis de produtividade de 54 sectores de actividade da economia portuguesa, onde foi possível identificar os níveis de produtividade existentes, o contributo de cada sector para a produtividade média nacional, o efeito do peso do emprego de cada sector, as dinâmicas de crescimento de produtividade para cada sector e algumas comparações internacionais

Colecção Vida Económica

Região de Aveiro investe 9 milhões em agenda para cultura, saúde e empreendedorismo

 

A CIRA- Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro-  viu aprovada a candidatura às redes urbanas para a competitividade e inovação. Nos próximos anos serão investidos 9 milhões de euros comparticipados por fundos comunitários. Trabalho de parceria entre os municípios e a Universidade de Aveiro. Segundo os responsáveis da CIRA este é um passo de consolidação do projecto da comunidade intermunicipal que aprofunda a cooperação entre diversos parceiros com agendas para a cultura, para a saúde e bem-estar, para a sustentabilidade e agenda para o empreendedorismo.

 Destacam-se projectos como a programação cultural em rede, centro interpretativo de saberes para a transmissão da memória e a valorização da identidade, arte e criatividade, rede de iniciativas de saúde e bem-estar, comunidade intergeracional, comunidade sénior, agência para a sustentabilidade e competitividade, eficiência energética, plataformas de apoio e valorização do empreendedorismo e inovação, empreendedorismo social, e parcerias escola/família/comunidade.

Fonte: http://www.terranova.pt/index.php?idNoticia=5491

Livro do dia – Introdução à Ética Empresarial

 Introdução à Ética Empresarial

 

Introdução à ética empresarial

  • Autor João César das Neves
  • Editora Principia
  • Páginas 574

 

 

 

 

Como Ser bom e bem sucedido

Num momento em que a crise financeira e económica faz salpicar milhares de vezes a palavra “ganância” por textos jornalísticos, ensaísticos, humorísticos e de restante natureza; um trabalho sobre ética parece vir a propósito. Sobretudo quando nem todo os “Madoff” que pululuam pelo mundo estão numa barra de tribunal ou a caminho dela. César das Neves é claro: a ética não serve para atingir a perfeição, serve para ser boa pessoa. Isto é, com falhas e erros pelo caminho, o sucesso do empresário mede-se pela actuação no sentido de fazer o melhor possível.

Segundo o economista César das Neves “haverá com certeza livros mais curtos, incisivos, operacionais e simples” sobre o tema, mas esses são guias para “evitar sarilhos” e o autor tem uma missão mais nobre. “Ser boa pessoa, como todos sabemos, nunca é coisa que se consiga daquela forma que os executivos usam para conseguir as outras coisas. Por isso, não se pode resumir, simplificar, mecanizar”.

Para além de uma exemplar dissertação a nível científico, existem pequenos quadros com histórias, parábolas, aforismos, que ajudam a perceber os conceitos de forma divertida e que convidam à reflexão. São mais de duas centenas e meia de “histórias éticas” que vão desde um excerto do filme “O Padrinho”, a versos de Camões, passando pela fábula “o lavrador e a cegonha” ou pelo episódio da “Banqueira do Povo”.

A obra pretende dar orientação e não esquemas de actuação ou modelos prontos a aplicar. Poderá ser uma desilusão para quem procura um plano de acção/formação encontrar, sobretudo, princípios inspiradores. Mesmo assim, o autor aprofunda temas como concorrência, formação de preços, corrupção, publicidade e despedimentos que podem ser úteis a muitos gestores. Sem dar receitas sobre como se comportar para ser uma pessoa boa e bem sucedida.

Exposição “A Filosofia do Dinheiro”

Recomendo uma visita a esta exposição que tem como pano de fundo a actual crise financeira e a visão de artistas plásticos nacionais e estrangeiros sobre o dinheiro como “Deus da época moderna”.

Vai estar até 5 de Setembro no Pavilhão Branco do Museu da Cidade, em Lisboa.

A exposição reúne obras de 28 artistas nacionais e internacionais. Os portugueses Mariana Silva, Joana Bastos, Sara & André, Sparring Partners, Rita GT e Yonamine, e os estrangeiros Cildo Meireles, Michael Elmgreen & Ingar Dragset, Mads Lynnerup e Alfredo Jaar, entre outros.

O comissário Miguel Amado inspirou-se no livro “A Filosofia do Dinheiro”(1900). Partindo da obra do filósofo alemão Georg Simmel,  onde o autor expõe as suas teses sobre o predomínio do capitalismo, esta exposição reflecte e questiona os pressupostos deste sistema económico à luz da vigente crise financeira. As obras expostas, várias das quais resultaram de encomendas para esta exposição, perspectivam o dinheiro nas suas múltiplas vertentes simbólicas, desde meio de troca a ícone, passando pela significação da presente recessão económica. Através da visão crítica dos artistas participantes, perspectiva-se o dinheiro como o Deus da época moderna, para usar as próprias palavras de Simmel.

Para saber mais clique na imagem

Museu da cidade

Museu da Cidade de Lisboa

«A Filosofia do Dinheiro»

De: 2010-06-23 a 2010-09-05

Horários: 3ª,4ª,5ª,6ª,Sábado,Domingo

Livro do dia – Livro do desassossego tecnológico

Este livro procura explicar de que forma as novas tecnologias vieram revolucionar e influenciar a sociedade, a nível económico, social e comportamental.

capa_livro do desassossego tecnológico

Porque está o mundo  em desassossego?

Em regra culpa-se a economia, a política, o terrorismo, o ambiente ou os anacronismos que persistem.
Mas não se valoriza o papel da revolução digital em curso. As novas tecnologias alteraram radicalmente os modos de vida, o trabalho, as relações humanas, o pensar, o ser e o estar.
Geram ao mesmo tempo inovação e obsoletismo. Impõem mudança e velocidade.
Perante isto existem duas atitudes: resistir ou evoluir ainda mais depressa com base na criatividade. O autor defende a segunda opção.
O livro pode ser adquirido na WOOK.