Estratégia Europa 2020

estratégia europa 2020

Durão Barroso alertou os estados membros da União Europeia (UE) para o risco de declínio que enfrentam se não actuarem em conjunto na construção de uma “nova economia inteligente, verde e inclusiva”.
A UE tem um programa a dez anos que os 27 membros da Comissão Europeia vão aprovar para substituir a Estratégia de Lisboa, concebida em 2000 para tornar a UE na economia mais competitiva do mundo, em 2010, mas cujos resultados ficaram muito aquém do esperado.
A nova estratégia, baptizada
Europa 2020, pretende “transformar a UE numa economia inteligente, verde e inclusiva, com elevados níveis de emprego, produtividade e coesão”.

Bruxelas pretende  avançar com  cinco metas quantificadas que os Vinte e Sete terão de procurar atingir até 2020. Embora sejam fixadas ao nível europeu, as metas serão adoptadas pelos estados-membros em programas nacionais que terão em conta a situação específica de cada um.
O cumprimento conjunto destas metas “poderá resultar” num crescimento anual do PIB de dois por cento e a criação de 5,6 milhões de novos postos de trabalho:

As metas propostas pela comissão Europeia são:

1. Aumento da taxa de emprego da população activa entre 20 e 64 anos dos actuais 69 por cento para 75 por cento;

2. Aumento do investimento em investigação científica (I&D) de 1,9 por cento do PIB para três por cento. Este objectivo já estava previsto na Estratégia de Lisboa, mas Bruxelas pretende analisar a possibilidade de criar um novo indicador associando a I&D e a inovação, e fixar uma nova meta para o aumento do investimento dos actuais 2,9 por cento do PIB para quatro por cento;

3. Redução das emissões de CO2 em 20 por cento face aos valores de 1990, aumento da parte das energias renováveis em pelo menos 20 por cento do total, e redução do consumo de energia de pelo menos 20 por cento;

4. Aumento da parte da população entre 30 e 34 anos com formação universitária completa de 31 por cento actualmente para pelo menos 40 por cento; redução da taxa de abandono escolar de 15 por cento actualmente para 10 por cento;

5. Redução de 25 por cento do número de europeus que vivem abaixo do limiar de pobreza, “tirando 28 milhões de pessoas” da pobreza.

Estas metas já estavam quase todas previstas na Estratégia de Lisboa, enquanto os objectivos relativos à redução do CO2 e do consumo de energia e aumento das energias renováveis são a trave mestra do programa europeu de protecção do clima.

 

Fonte: Jornal público de 3 de Março

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Telhados ecológicos – A nova tendência arquitectónica

TelhadosTelhados ecológicos lembram os jardins suspensos da Babilónia (uma das sete maravilhas do mundo).  Ecologia e economia o “casamento” perfeito, que aliado à estética formam  unidos a última moda em arquitectura e sem dúvida um novo modo de viver e utilizar os tectos das nossas cidades, ajudando o ecossistema a combater a poluição.

A vida em cidades cada vez mais verticais, onde o espaço para o jardim ou a sonhada horta no quintal é cada vez mais difícil,  cria uma nova forma de como desfrutar o telhado dos grandes edifícios dos centros urbanos de maneira mais criativa ambientalmente e ecológica.

A iniciativa além de, dar um charme e melhorar muito a vista panorâmica desses mares de edifícios, tem feito sucesso  não só nos Estados Unidos como nalguns países da Europa e as vantagens são inúmeras para o meio ambiente, mas acima de tudo para a qualidade de vida humana.

Esta nova tendência já chegou a Lisboa e está ganhar muitos adeptos. Os telhados e coberturas das casas da capital começam a ser, também, espaços verdes. Por motivos arquitecturais, energéticos, ambientais e estéticos, colocar um relvado ou um jardim no topo das habitações começa a fazer sentido.

Estes pequenos pulmões  servem como reguladores térmicos das cidades. Os telhados ecológicos  podem reduzir dois a três graus centígrados na temperatura das cidades e ajudam  a diminuir o efeito de estufa. Facilitam  a circulação atmosférica, absorvem a água das chuvas e contribuem para uma redução do consumo energético devido aos seus poderes isoladores, e permitem ainda um isolamento acústico mais eficaz. Enquanto uma cobertura normal pode aquecer até aos 60 graus, uma com relvado chega apenas aos 25: a diferença reflecte-se na diminuição do uso de ar condicionado, na factura energética (redução de custos entre 20 a 30%) e na pegada ecológica.

Em Portugal, exemplos como a Gulbenkian ou o Jardim das Oliveiras no Centro Cultural de Belém são projectos bem-sucedidos e a SEGUIR.

QUE VENHA O CHOQUE ECOLÓGICO!