Dolceta_Projecto de educação do consumidor online apoiado pela UE

DOLCETA é um projecto de Educação do Consumidor através da internet, em actualização permanente, que envolve 27 países da União Europeia, apoiado pela Comissão Europeia. DOLCETA oferece módulos que focam diferentes tópicos relacionados com o consumo.

Um portal útil que disponibiliza informação nas mais diversas áreas ligadas ao consumo, destinado a professores/formadores, alunos e consumidores, que se pretende, sejam informados e responsáveis.

( Saiba mais, clicando na imagem)

Dolceta - Educação para o consumidor online

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Contra as más práticas comerciais – Novo portal Europeu

A Comissão Europeia acaba de lançar um “site” em que os europeus podem reclamar contra as más práticas comerciais e informar-se sobre os meios de defesa de que dispõem.

www.isitfair.eu

Agora que se aproximam as famosas promoções de Natal e os saldos no início de Janeiro, Bruxelas publica no “site” uma espécie de lista negra de um conjunto de más práticas comerciais lesivas dos direitos e boa-fé dos consumidores. Mas mais do que identificá-las, o objectivo desta nova ferramenta informática é estimular os consumidores a apresentar queixa, lembrando que existem instituições, a nível nacional e europeu, que podem agir nestes casos, explicando como fazer.

Com o mercado a usar estratégias comerciais cada vez mais agressivas, como o telemarketing, as vendas porta a porta ou a publicidade via Internet, estão a multiplicar-se os exemplos de más práticas concorrenciais. Este fenómeno levou a Comissão Europeia a criar a Directiva contra o Comércio Desleal, adoptada em 2005. Na lista negra das más práticas alencadas pela Comissão Europeia constam, entre muitas outras, o uso fraudulento das chamadas  “ Ofertas limitadas”, a utilização de um “produto chamariz de promoção” que depois é, afinal, trocado por outro, “Afirmações falsas ou enganadoras” sobre a capacidade curativa de um produto, “Venda agressiva” ao domicílio ou Promoção directa” às crianças. Mas também a utilização da palavra  “ Segurança” como critério de venda ou a pressão emocional são visadas. Todas estas práticas correspondem a abordagens proíbidas no âmbito da referida directiva.

Esteja atento e não se deixe enganar! Informe-se sempre!

Fonte: Jornal Diário de Notícias – 6 Dez. 2009

O Consumismo à luz da psicologia Darwinista

SuperUm interessante artigo na Revista Super Interessante – nº 139,  aborda “O Consumismo à luz da psicologia Darwinista”,  e de acordo com algumas opiniões, “continuamos a ser primatas sociais num mercado super competitivo onde nos vemos impelidos a exibir os nossos encantos para levarmos água ao moinho, embora não tenhamos consciência disso.” […]

Segundo Geoffrey Miller,  o marketing é a força mais dominante na cultura humana, “os jovens, por exemplo, têm uma sede insaciável de saber o que se usa, o que está na moda. Na realidade, procuram descobrir que produtos promovem melhor as  características da sua personalidade, gostos e qualidades.”

É aqui que entra o consumismo, o “consumismo exibicionista, uma técnica dita indirecta que se destina a darmo-nos a conhecer não só para impressionar o outro mas também para atrair amigos, familiares e aliados.”

[…] Miller, acrescenta ainda, que há formas de exibir a inteligência, como “andar com certos livros ou revistas ou ostentar gadgets tecnologicamente avançados. De igual modo,  são considerados como provas da nossa inteligência as licenciaturas, os cursos, doutoramentos, seminários, mestrados e outros certificados de habilitações que podem enfeitar o nosso currículo ou a parede do escritório.”

A título de conclusão, Geoffrey Miller evidencia que, “comprar coisas acaba por se transformar numa péssima estratégia para fazer alarde das dimensões mentais e psicológicas: O edifício do consumo narcisista baseia-se na questionável premissa de que os outros reparam mesmo naquilo que adquirimos e usamos.”

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Neste dia Mundial da Poupança, e se acha que é escravo da tirania do consumismo, deixo aqui alguns conselhos do psicólogo Geoffrey Miller:

  1. “Antes de comprar, dedique alguns dias a reflectir sobre se tem mesmo necessidade.
  2. Procure um objecto semelhante na arrecadação, arranje-o e limpe-o: encanto rétro!
  3. Peça emprestado, desse modo, estará talvez a fortalecer os laços sociais.
  4. Alugue – É uma prática pouco utilizada.
  5. Resista à rejeição dos artigos em segunda mão; nada é completamente novo.
  6. Se gosta de marcas, compre imitações. Algumas quase não se conseguem distinguir do original.
  7. Faça você mesmo – Muitas vezes, as aptidões profissionais não impressionam tanto como exibir uma camisola de malha que nós próprios tricotámos.
  8. Sempre  que  surgir  uma  nova  tecnologia,  espere  três  anos   antes  de  adquiri-la.
  9. Peça que lhe ofereçam – Não gastará dinheiro e fará que a pessoa que lhe dá o presente se sinta bem.”

Leia o artigo completo, consultando a  revista, págs. 61 a 65.

Fonte: Revista Super Interessante, Novembro de 2009, nº 139