O futuro dos transportes públicos

“Esta nova categoria de transporte público conseguirá circular a cerca de 65 km/h, funcionará a eletricidade e poderá substituir 40 autocarros, economizando 800 toneladas de combustível.

Com 60 metros de comprimento, oito de largura e um pouco mais de dois de altura, terá capacidade para transportar 1400 passageiros. Além disso, esta espécie de lagarta gigante, terá a grande vantagem de circular sobre o trânsito. O protótipo foi apresentado por uma empresa chinesa em Pequim no fim de semana passado.

O inventor, Song Youzhou, afirmou à agência chinesa Xinhua que a empresa Transit Explore Bus pretende testar o protótipo na cidade de Changzhou. Segundo a agência noticiosa, a construção já arrancou.

A ideia nasceu em 2010 e, segundo o inventor, já nessa época a cidade de Pequim manifestou interesse neste modelo de transporte, mas entretanto caiu no esquecimento.

Segundo o site TreeHugger, o modelo é muito semelhante àquele que os arquitetos Lester Walker e Craig Hodgetts propuseram para Nova Iorque.”

Fonte: DN Sociedade

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Piriscas de cigarro para produzir tijolos sustentáveis

Pesquisador australiano usa bitucas de cigarro para produzir tijolos sustentáveis

A opção reduz os custos da produção, elimina um poluente e, ao mesmo tempo, melhora a qualidade do produto final.

O pesquisador Dr. Abbas Mohajerani, da Universidade RMIT, na Austrália, encontrou uma solução para as piriscas de cigarro: transformá-las em matéria-prima para a fabricação de tijolos. Segundo ele, esta pode ser a solução para compensar completamente a produção de resíduos do cigarro no mundo.

Anualmente milhões de piriscas são descartadas nas ruas. Este lixo, altamente tóxico, leva anos para se degradar e ainda polui o solo e os recursos hídricos com elementos como: arsénio, cromo, níquel e cádmio. Essas características, aliadas à enorme quantidade, tornam as piriscas grandes vilãs do meio ambiente.

Há anos o Dr. Mojaherani sonhava com uma solução para este problema. Agora ele parece ter encontrado. De acordo com o pesquisador, é possível usar o resíduo dos cigarros junto à argila na fabricação de tijolos. A opção reduz os custos da produção, elimina um poluente e, ao mesmo tempo, melhora a qualidade do produto final.

Os testes realizados pela equipe do Dr. Mojaherani identificaram que substituindo apenas 1% da matéria-prima do tijolo pelas piriscas em somente 2,5% da produção mundial do material é possível compensar completamente a produção anual de cigarro em todo o mundo.

A mistura ainda garante outros benefícios. Os cientistas perceberam que os tijolos que mesclam a argila com as piriscas são mais leves, têm melhores propriedades de isolamento térmico e levam menos tempo para serem queimados durante o processo de fabricação, economizando até 58% de energia nesta etapa.

A aparência é exatamente igual à dos tijolos tradicionais e o pesquisador garante que ele não oferece nenhum risco à saúde, já que durante a queima, os poluentes ficam presos aos tijolos e dali não saem nunca mais.

“A incorporação de piriscas em tijolos pode, efetivamente, resolver um dos problemas globais de lixo”, acredita o Dr. Mohajerani. 

Fonte: Ciclo Vivo