“Crowdfunding” – Quintal Holístico

“Quintal Holístico é o nome do projecto desenvolvido por dois alunos da Escola Superior Agrária (ESA) de Ponte de Lima que querem pôr cabras a limpar florestas para prevenir e reduzir o risco de incêndio. “A ideia surgiu há mais de um ano devido ao gosto que tenho por caprinos e pela confusão que me fazia a quantidade de fogos florestais que acontecem todos anos. Achei que podia dar o meu contributo para reduzir esse flagelo”, explicou hoje à Lusa um dos autores do projecto, Filipe Gandra.

O jovem de 26 anos, natural de Barcelos, adiantou que a “ideia” começou a ganhar forma quando o amigo e colega Fábio Jácome, 29 anos, de Viana do Castelo, decidiu “associar-se” ao projecto, na vertente da gestão da floresta e da paisagem. Filipe Gandra, a frequentar o mestrado em Agricultura Biológica da ESA do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), e Fábio Jácome, engenheiro do ambiente pela mesma escola, recorreram ao “crowdfunding” para garantir os seis mil euros necessários ao arranque do projecto.”

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IDEIAS INOVADORAS

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“De tábuas de skate antigas e sem uso, João Salgado e Nuno Ferreira fazem anéis, porta-chaves, bases de copos ou cinzeiros. São objectos do dia-a-dia ou de decoração que nascem da madeira reciclada e trabalhada pelos dois amigos de Barcelos. A marca, que está a ser preparada há três meses, chama-se Floresta.

“Vivemos numa cidade com muitos skaters e outros praticantes de modalidades urbanas e radicais”, explica João, justificando assim o aparecimento do projecto. Os dois jovens andam de skate com frequência e tinham na ideia criar algo que desse “um impulso ao desporto de uma maneira diferente”. As peças artesanais que vendem através do Facebook são inteiramente feitas pelos próprios. Tudo o que envolve a Floresta é da responsabilidade dos dois, “desde o primeiro corte na madeira até à aplicação gráfica, fotografia ou texto”.

O processo de criação passa, descreve João, de 23 anos, por “cortar, lixar, envernizar e embalar”. Recuperam a madeira das tábuas, dão o tratamento que acham apropriado e produzem os pequenos objectos. “É tudo muito artesanal, que o digam as nossas mãos depois de umas horas a usar uma lixa”, diz o designer gráfico.”

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