Língua eletrónica inventada na Universidade de Aveiro

Língua eletrónica é uma ideia inovadora, criada e desenvolvida pela  Universidade de Aveiro (UA),  que serve para analisar a qualidade dos alimentos. Este mecanismo, inventado por Alisa Rudnitskaya, investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, permite no espaço de cinco a dez minutos e a baixo custo, detetar se há nos alimentos algum composto (como metais) que possa ultrapassar os níveis tolerados pelo organismo humano. Esta invenção é em tudo análoga a uma língua humana, visto que os vários sensores, feitos por membranas de diferentes composições (vidro, cristais, policristais ou polímeros orgânicos), fazem a vez das papilas gustativas.

Perceber se a fermentação no vinho está a decorrer dentro da normalidade, se as suas propriedades, origem e idade estão de acordo com o pretendido pelo produtor, indagar sobre o grau de contaminação microbial e presença de metais no leite, sumos, água, café, cerveja, chá e vinhos são algumas das possíveis aplicações entre os líquidos alimentares.

Uma característica única da língua eletrónica, é ter capacidade de avaliar os sabores dos alimentos, tendo sido utilizado com sucesso na análise de alimentos sólidos, nomeadamente em queijos, carne, peixe, vegetais e fruta. A língua criada, pode ainda ser aplicada na análise de águas residuais e naturais (como lençóis freáticos) e de soluções industriais.

Fonte: Diário de Aveiro ( 4 de abril, 2012)
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