Pensamento do dia – Diz-me porquê?

O ano está a acabar… é tempo para reflexões!!!

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, digam-me porquê?

  • Uma em cada 12 crianças do planeta enfrenta as piores formas de exploração no trabalho.

  •  97% das crianças exploradas  encontram-se nos países pobres ou em desenvolvimento. Só na África, onde a situação é mais grave, metade dos que têm entre cinco e 14 anos trabalha.

  •  A cada sete segundos, morre uma criança de fome.

 

Mensagem de Boas Festas

Desejamos a todos,

 

Ano Europeu das Actividades de Voluntariado – 2011

O Conselho da União Europeia institui 2011 como o Ano Europeu das Actividades de Voluntariado que promovam uma Cidadania Activa (AEV-2011) através da Decisão n.º 2010/17/CE, de 27 de Novembro de 2009.

Principais objectivos do AEV:

  • Reduzir os obstáculos ao voluntariado na UE;
  • Dar meios às organizações de voluntários e melhorar a qualidade do voluntariado;
  • Recompensar e reconhecer o trabalho voluntário;
  • Sensibilizar as pessoas para o valor e a importância do voluntariado.

Informe-se sobre esta iniciativa em Portugal: Resolução do Conselho de Ministros n.º 62/2010.

Ao nível europeu, vai realizar-se um “tour” do voluntariado, que irá passar pelas capitais dos 27. Lisboa vai ser a segunda cidade a receber o evento, que pretende divulgar as acções de voluntariado na Europa. Esteja atento a este acontecimento de grande alcance cívico.

Consulte aqui a Plataforma Portuguesa – ONGD, excelente iniciativa por parte daqueles que  querem ver um pais  bem informado sobre voluntariado e não só. 


Esta Plataforma pretende ser um elo de ligação entre as ONGD, a sociedade civil, os órgãos de soberania e outras instituições, como o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e a confederação Europeia das ONGD de Emergência e Desenvolvimento (CONCORD) com vista a potenciar as suas acções num mundo cada vez mais globalizado e carenciado de solidariedade. A Plataforma tem como objectivos:

  •  Promover modelos de desenvolvimento sustentado e integrado no estrito respeito pelos Direitos Humanos;
  •  Acompanhar e influenciar a concepção, a execução e a avaliação das políticas de Desenvolvimento e de Cooperação a nível nacional e internacional;
  • Propor, incentivar e defender medidas económicas, comerciais e financeiras que respeitem os interesses das populações dos países do Sul e do Norte;
  • Sensibilizar a opinião pública, os decisores e os governos para a urgência de promover um desenvolvimento equitativo e participativo, aos níveis local, nacional, regional e mundial; Facilitar a reflexão e o debate das ONGD sobre áreas temáticas, geográficas e técnicas no âmbito do Desenvolvimento e da Cooperação, bem como desenvolver acções de formação;
  • Contribuir para o desenvolvimento institucional e para o reforço da capacidade de intervenção, assim como para o reconhecimento do direito de participação, do sector não-governamental e da sociedade civil dos países do Norte e do Sul;
  • Desenvolver todos os esforços no sentido de aumentar o grau de representatividade do movimento das ONGD, como parte activa da sociedade civil;
  • Representar as ONGD portuguesas, nomeadamente perante os Órgãos de Soberania nacionais, e o CONCORD;
  • Apoiar a promoção das culturas dos países do Sul e do Norte e incentivar o seu intercâmbio.

Fonte:Portal das plataformas nacionais de ONG

Personalidade do ano 2010

A revista “Time” elegeu Mark Zuckerberg de 26 anos como a personalidade do ano 2010.

A rede social que Mark Zuckerberg criou colocou em contacto 500 milhões de pessoas. O Facebook tornou-se o terceiro maior país do mundo, representando quase um décimo do planeta”, afirmou o diretor da “Time”, Richard Stengel, que anunciou a escolha no canal de televisão NBC.

O Facebook foi criado quando Zuckerberg estudava na Universidade de Harvard. Com apenas 19 anos, o estudante decidiu criar uma rede social que colocasse em rede os alunos das universidades norte-americanas. Deu-lhe o nome de TheFacebook.com. Rapidamente, a rede chegou a todo o mundo e foi ganhando cada vez mais adeptos.

O artigo especial sobre esta escolha pode ser visto na página online da Time.

Biodiversidade Animal em Portugal

Visite o site de referência, Biodiversidade Animal em Portugal, cujo objectivo é a promoção do conhecimento sobre todas as 35 000 espécies animais ( e vegetais) existentes em Portugal e  sobre os sistemas onde se inserem.

( clique na imagem e aceda ao site )

Cidades flutuantes – Inovação tecnológica ao serviço da SUSTENTABILIDADE

Depois dos prédios com capacidade para reter as águas da chuva ou equipados com sistemas de aquecimento baseados em painéis solares, aqui já  abordados, uma nova  geração de  cidades promete levar a chamada sustentabilidade mais além.

As Lilypads, conceito de cidades flutuantes, projectadas por  Vicent Callebault, são verdadeiras cidades auto-sustentáveis, com uma forte componente de produção energética e de alimentos, onde não faltam as turbinas eólicas, os painéis fotovoltaicos, os jardins, as culturas, a criação de animais e mesmo os projectos de aquacultura. Tudo isto com aproveitamento de águas e resíduos, numa espécie de ecossistema artificial capaz de assegurar as necessidades mais básicas para a vida.

Esta proposta auto-sustentável, com capacidade para 50.000 habitantes, pretende responder à provável subida do nível dos oceanos provocada pelo aquecimento global, permitindo  alojar a população em zonas onde a água tomou conta da terra.

 

Economia de comunhão chega a Portugal

A  crise económica instalou-se … eis uma proposta que vale a pena considerar …

Nasceu no Brasil em 1991, mas em Portugal só recentemente foi adoptado o conceito. A  “Economia de Comunhão” (EdC) tem uma lógica subjacente,  cuja filosofia tem a ver com a criação ou reestruturação de empresas, pequenas ou grandes, entendidas como comunidade de pessoas, cujos proprietários livremente distribuem os lucros de acordo com um critério.

A novidade da Economia de Comunhão nas empresas está na distribuição dos lucros em função de três finalidades:

  • ajudar as pessoas que estão em dificuldade, criando novos postos de trabalho e satisfazer as suas necessidades básicas através de projectos de desenvolvimento, começando com aqueles que partilham o espírito do projecto; 
  • difundir a “cultura do dar” e da reciprocidade, sem a qual é impossível realizar uma Economia de Comunhão; 
  • desenvolver a empresa, que deve permanecer eficiente e competitiva, enquanto se abre à gratuidade.

 

 

Economia de comunhão chega a Portugal – RTP Noticias, Vídeo 

 

Direitos Humanos: Dia Internacional dos Direitos Humanos

 O dia 10 de Dezembro é uma data simbólica das mais importantes para a humanidade. A Segunda Guerra Mundial, com seus horrores e genocídio, chocou a comunidade mundial. 60 milhões de pessoas mortas, a maior parte delas, civis. As nações sentiram a necessidade de criar uma instância capaz de coibir a repetição de uma tragédia semelhante. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, ratificada em 10 de Dezembro de 1948, por 48 países reunidos em Assembleia Geral nas Nações Unidas, é até hoje, o mais importante e amplo documento concebido em favor da humanidade

 Nunca na História se falou tanto como  agora em Direitos Humanos, mas estamos longe do efectivo respeito a eles. É difícil falar em igualdade quando vivemos num mundo tão desigual.  Questões críticas que afectam a humanidade  deixam-nos perplexos. Quando falamos em pobreza extrema falamos de  cerca de um bilhão de seres humanos,  fome, 815 milhões. … quantas crianças violentadas e mortas diariamente? … tudo tão desigual No mundo globalizado, de economia de mercado, onde se instalou a competitividade, o egoísmo, o consumismo, a pessoa humana não tem importância para os interesses supranacionais.

Construir um mundo de paz, solidariedade e igualdade, é o maior desafio da Humanidade neste século XXI. Nesta conformidade, é essencial mudar as mentalidades. Acredito que isso só acontecerá pela educação e uma educação que incuta valores, ética, justiça, tolerância e fraternidade – fundamentos de uma nova ordem social.

SER VOLUNTÁRIO é FAZER A DIFERENÇA

Neste Dia Internacional do Voluntariado é bom recordar e ter sempre presente que há milhares de cidadãos anónimos que, dia após dia, com um gesto simples ou nobre, levam a alegria e esperança a minorias ou a desfavorecidos do mundo, contributos para a construção de uma sociedade mais fraterna e solidária.

Um bom exemplo do que acabo de afirmar é a distinção dada esta semana pela ONU a um português, Rui Oliveira,  pelo trabalho desenvolvido como voluntário, que iniciou depois de reformado.

Tudo começou «há cerca de um ano», depois de de uma vida inteira a trabalhar em informática, Rui sentiu-se «alarmado» com a ideia de parar. Foi então que um amigo lhe falou do voluntariado pela Internet sob a égide das Nações Unidas, um serviço para o qual acabou por se inscrever.

O voluntário dedica agora «cinco a seis horas» dos seus dias na manutenção e resolução de problemas da página Internet de uma organização não governamental, a VPWA, com base no Gana. Um trabalho que as Nações Unidas distinguiram esta semana com o prémio «UNV Volunteering Award 2010», atribuído anualmente a dez pessoas num universo de cerca de um milhão de voluntários.

 Por causa do seu trabalho «numa multinacional» passou tempo em vários países,  Angola, Botswana, Namíbia, onde se foi apercebendo das muitas carências sentidas pelas populações. «Aqui as pessoas queixam-se de ganhar trezentos euros por mês, mas lá há pessoas que têm que viver com um euro por dia».

Para o ano, pensa levar o voluntariado ainda mais longe, viajando até ao Gana para ajudar outra organização não governamental, a «New Life Foundation». «Eu e mais algumas pessoas vamos viajar à nossa conta. Vou fazer cursos de formação e introdução à informática, é um trabalho interessante», afirmou.

Cada um de nós, pode colaborar fazendo aquilo que sabe. O desejo de contribuir e a disposição de ajudar o seu semelhante, oferecendo-lhe respeito e Amor, é uma atitude Humana, além de ser um exercício de cidadania.

O importante é fazermos a nossa parte, porque só com o nosso exemplo é que as coisas realmente vão mudar. Tudo depende de nós.

Torne-se voluntário e faça a diferença!

( clique na imagem e aceda ao site da ONU – inscrições )

Com o objectivo de promover o VOLUNTARIADO enquanto expressão de cidadania activa e de intervenção cívica, sobretudo atendendo à actual conjuntura socioeconómica, a CGD e a PT consideraram fundamental investir na renovação  do site da Bolsa do Voluntariado, tornando-o mais funcional e atractivo, no sentido de captar mais voluntários capazes de apoiar as necessidades da população carenciada.

Aceda aqui ao novo site da Bolsa do Voluntariado, que permite agilizar a gestão do voluntariado português, e a sua distribuição de acordo com as necessidades de cada momento das instituições inscritas na Bolsa.

( clique na imagem e aceda ao site Bolsa de Voluntariado )

Uma lição sobre a actualidade da economia

Austeridade é a  palavra na ordem do dia. O problema do crescente endividamento externo português, juntamente com as trajectórias paralelas da Grécia , Irlanda e  Espanha,  a Comissão Europeia está a incitar os Estados-membros a imporem reformas estruturais de médio e longo prazo, as  indispensáveis medidas de austeridade, como parte dos inevitáveis esforços para superar a crise. Mas um número crescente de críticos contesta esse “culto da austeridade”, que ameaça aprofundar a recessão em que a Europa se encontra mergulhada.

O vídeo aqui apresentado – legendado em português – adapta-se  a esta realidade  e apresenta uma explicação simples sobre a origem desta crise financeira, como se vai resolver e quem a vai pagar.

Mark Blyth é um professor de economia política internacional em Brown’s Political Science Department, e director de programas universitários de graduação em estudos do desenvolvimento e relações internacionais.