O Consumismo à luz da psicologia Darwinista

SuperUm interessante artigo na Revista Super Interessante – nº 139,  aborda “O Consumismo à luz da psicologia Darwinista”,  e de acordo com algumas opiniões, “continuamos a ser primatas sociais num mercado super competitivo onde nos vemos impelidos a exibir os nossos encantos para levarmos água ao moinho, embora não tenhamos consciência disso.” […]

Segundo Geoffrey Miller,  o marketing é a força mais dominante na cultura humana, “os jovens, por exemplo, têm uma sede insaciável de saber o que se usa, o que está na moda. Na realidade, procuram descobrir que produtos promovem melhor as  características da sua personalidade, gostos e qualidades.”

É aqui que entra o consumismo, o “consumismo exibicionista, uma técnica dita indirecta que se destina a darmo-nos a conhecer não só para impressionar o outro mas também para atrair amigos, familiares e aliados.”

[…] Miller, acrescenta ainda, que há formas de exibir a inteligência, como “andar com certos livros ou revistas ou ostentar gadgets tecnologicamente avançados. De igual modo,  são considerados como provas da nossa inteligência as licenciaturas, os cursos, doutoramentos, seminários, mestrados e outros certificados de habilitações que podem enfeitar o nosso currículo ou a parede do escritório.”

A título de conclusão, Geoffrey Miller evidencia que, “comprar coisas acaba por se transformar numa péssima estratégia para fazer alarde das dimensões mentais e psicológicas: O edifício do consumo narcisista baseia-se na questionável premissa de que os outros reparam mesmo naquilo que adquirimos e usamos.”

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Neste dia Mundial da Poupança, e se acha que é escravo da tirania do consumismo, deixo aqui alguns conselhos do psicólogo Geoffrey Miller:

  1. “Antes de comprar, dedique alguns dias a reflectir sobre se tem mesmo necessidade.
  2. Procure um objecto semelhante na arrecadação, arranje-o e limpe-o: encanto rétro!
  3. Peça emprestado, desse modo, estará talvez a fortalecer os laços sociais.
  4. Alugue – É uma prática pouco utilizada.
  5. Resista à rejeição dos artigos em segunda mão; nada é completamente novo.
  6. Se gosta de marcas, compre imitações. Algumas quase não se conseguem distinguir do original.
  7. Faça você mesmo – Muitas vezes, as aptidões profissionais não impressionam tanto como exibir uma camisola de malha que nós próprios tricotámos.
  8. Sempre  que  surgir  uma  nova  tecnologia,  espere  três  anos   antes  de  adquiri-la.
  9. Peça que lhe ofereçam – Não gastará dinheiro e fará que a pessoa que lhe dá o presente se sinta bem.”

Leia o artigo completo, consultando a  revista, págs. 61 a 65.

Fonte: Revista Super Interessante, Novembro de 2009, nº 139

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