Capitalismo Criativo, um novo conceito

Um recente artigo da Harvard Business School,  fala sobre um novo conceito: capitalismo criativo.

homem-negócios O conceito torna-se objecto de forte discussão pública desde o famoso discurso de Bill Gates, feito em Janeiro passado no World Economic Forum, em Davos.

Nesse discurso, Gates afirma, no seu polémico estilo, que muitos dos grandes problemas mundiais não podem ser resolvidos através de filantropia, mas requerem em alternativa que as empresas e o mercado livre contribuam de uma forma nova para os resolver: daí o nome de “capitalismo criativo”.

Segundo o artigo da HBS, esta nova tendência cruza os ganhos financeiros com a contribuição social, num mundo que está em forte mudança, e em que as tendências são radicalmente diferentes das que vivemos num passado recente.

São cinco as grandes forças que levam ao emergir do capitalismo criativo, a saber:

  1. Recursos – actualmente, as empresas e o mundo dos negócios em geral são a maior fonte de recursos mobilizáveis para a resolução dos problemas de forma eficaz, a larga distância do Estado, das ONG’s ou das organizações religiosas;
  2. Procura – existe uma cada vez maior força de potenciais consumidores, cidadãos, votantes, líderes de opinião para quem a postura ética e a responsabilidade social são drivers de escolha e recomendação . Por outro lado, existe um imenso mercado potencial de pessoas com poucos recursos, que necessitam de uma oferta específica para as suas necessidades. O exemplo mais marcante desta tendência é precisamente o fenómeno do microcrédito, em que se concede crédito a quem não tinha a ele acesso, devolvendo ao circuito do mercado milhares de empreendedores e futuros consumidores.
  3. Modelação Corporativa – a forma como as organizações se moldam e interagem entre si está a mudar radicalmente. Redes, colaboração e conectividade são buzzwords que simbolizam o quebrar das barreiras tradicionais (geográficas, organizacionais, legais). 
  4. Transparência – uma geração de novos cidadãos e consumidores globais e exigentes, cada vez mais informados online numa comunidade de conectividade permanente, exigem uma gestão cada vez mais, ética e transparência.
  5. Exemplo Inspiracional – cada vez mais pessoas valorizam líderes e organizações com valores, com uma conduta moral irrepreensível e inspiradora, com uma visão de longo prazo, que faça crescer quem os rodeia.

No artigo da HBS, reforça-se o emergir destas tendências com os exemplos de companhias como a Southwest Airlines, a Google ou a Starbucks, que estão orientadas para satisfazer as necessidades de um vasto leque de stakeholders, que não apenas os accionistas.

Deixo aqui um vídeo de Bill Gates, que explica rapidamente o conceito de capitalismo criativo.

 

Bill Gate s fala sobre Capitalismo Criativo
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