Prémio Europeu 2009 – Jovem Empreendedor Social

sida61Doze anos como voluntário na área da luta contra a Sida, principalmente junto de populações imigrantes, valeram ao português Paulo Vieira o primeiro prémio de Jovem Empreendedor Social da Rede Europeia Sida e Mobilidade. Um galardão que traz ao português uma “responsabilidade maior”, que passa por ser porta-voz das suas ideias, mas também das pessoas com quem tem trabalhado dentro e fora do país.  

A rede Sida e Mobilidade está presente em vários países europeus e «além de reconhecer o contributo da imigração» para o enriquecimento das sociedades da Europa, também sublinha a necessidade de respostas adequadas na «promoção do acesso à saúde [por parte desta população], especificamente para a prevenção da Sida e a luta contra a discriminação», explicou Paulo Vieira.

Paulo Vieira começou a ser voluntário aos 17 anos na Associação Jovens Promotores da Amadora Saudável. Fazia visitas a infectados com VIH/Sida e acções de promoção da saúde e de discussão da sexualidade em escolas.

Com o passar do tempo, juntou-se a outras associações e projectos internacionais e tirou a licenciatura em Desenvolvimento Comunitário e Saúde Mental. A sua actividade profissional é hoje acompanhar projectos sociais do Programa Escolhas, uma iniciativa governamental que visa promover a inclusão social de crianças e jovens oriundos de contextos sócio-económicos considerados vulneráveis.

Paulo Vieira continua, porém, ligado ao movimento associativo e ao voluntariado e diz que o objectivo do trabalho que desenvolve «é acreditar que as acções têm efeitos e promovem a mudança».

«O que eu mais gosto é de trabalhar com grupos e explorar as questões associadas à discriminação das pessoas que vivem com VIH/Sida e ajudar a quebrar preconceitos e estereótipos» , referiu, sublinhando a importância de envolver as pessoas em assuntos que dizem respeito a todos.

A partir da sua experiência, faz um ‘diagnóstico’ do cenário da Sida em Portugal: «Começa-se a ter uma noção sobre a dimensão do problema, mas o que se sabe ainda não corresponde à realidade», considera.

«Acredito que neste momento se está a conseguir uma visão maior da realidade em Portugal, o que nos faz crer na necessidade de uma resposta mais abrangente, não só em termos de disponibilização do tratamento, mas também de acesso. Queremos um acesso igual em todo o país e para todas as classes sociais» , defendeu.

Para Paulo Vieira, estas questões são «direitos humanos, que têm de ser assegurados a todos os cidadãos independentemente da sua origem ou estatuto legal».

A rede Sida e Mobilidade na Europa foi implantada em Portugal em 1997 e inclui mais de 20 parceiros governamentais e não governamentais.

 In Jornal Sol -18/02/2009

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